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Friday, February 28, 2014
Wednesday, July 03, 2013
Friday, January 04, 2013
MEUS RABISCOS - Old School Party
Arte do cartaz da Old School Party, que aconteceu em agosto do ano passado. A ilustra do casal dançando é do quadrinista Tim Lane, tirada da HQ Abandoned Cars, da Fantagraphics.
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Thursday, December 27, 2012
MEUS RABISCOS - Tiki Drummer
Fiz recentemente uma pequena ilustra pra revista independente de surf music, Sonata Magazine. Contribui com um tiki drummer from outer space. A primeira edição se chama Mercosurf, e vai ser sobre bandas de surf instrumental da América Latina e México, com uma coletânea em CD das bandas. A publicação é uma iniciativa da banda de surf Dead Rocks, de São Carlos/SP, e pode ser comprada diretamente na loja virtual no site da banda. Meu exemplar já está nos correios e deve chegar em uns 5 dias.
Recently, I˜ve made an illustration for the #1 of the new Sonata Magazine, about surf music. The first edition is all about Latin America bands, and comes with a CD. The publication is an initiative of Dead Rocks, brazilian surf band from São Carlos/SP. It can be purchased at the band online shop.
Recently, I˜ve made an illustration for the #1 of the new Sonata Magazine, about surf music. The first edition is all about Latin America bands, and comes with a CD. The publication is an initiative of Dead Rocks, brazilian surf band from São Carlos/SP. It can be purchased at the band online shop.
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Monday, June 28, 2010
ZOEIRA LATINA
Desde meu último post fiz um pequeno avanço internetístico: entrei no facebook. Ñão que seja grande coisa, aliás pra muita gente já não é novidade há um bom tempo. Confesso que ainda sou meio avesso a algumas coisas que a web oferece, como o twitter por exemplo, nunca entendi aquela porra e desisti de usar. Por pouco não desisto também do facebook. Ainda bem que não, porque lá descobri muitas bandas legais da Argentina, fiz um contato direto, e indaguei: "vocês teriam alguma previsão de tocar no Brasil?" (e quando digo Brasil, quero dizer Porto Alegre). Enfim, aqui vão algumas delas:
Los Primitivos (Neo-rockabilly)
Uma das bandas mais antigas de rockabilly da Argentina
Los Kahunas
Surf Instrumental/Hot Rod
Forte influência do surf rock californiano do início dos anos 60, terninhos, twangs e etc.

Thes Siniestros
Blog Thes Siniestros
Já havia postado sobre a banda antes. Conversei pelo facebook com um dos caras, mal e porcamente com meu portinhol, e descobri que eles vem ao Brasil em setembro. Pra variar, aqui no sul nem pensar. Brasília e talvez São Paulo.
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The Broken Toys
Site The Broken Toys
Neo-rockabilly, swing, country, com influência de punk. Eu chamo a atenção pro flyers dos shows, alguns dos mais legais que já vi.
Los Primitivos (Neo-rockabilly)
Uma das bandas mais antigas de rockabilly da Argentina
Los Kahunas
Surf Instrumental/Hot Rod
Forte influência do surf rock californiano do início dos anos 60, terninhos, twangs e etc.

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Já havia postado sobre a banda antes. Conversei pelo facebook com um dos caras, mal e porcamente com meu portinhol, e descobri que eles vem ao Brasil em setembro. Pra variar, aqui no sul nem pensar. Brasília e talvez São Paulo.
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ZOEIRA - Pra limpar as teias de aranha
14 de novembro: a data do último post. Pra limpar a casa de tirar o mofo, aqui vai um blog que tenho curtido bastante, com muitas bandas de surf e garage, e algum rockabilly. Muitas das coisas postadas são de bandas latinas, como as argentinas Los Peyotes e Los Primitivos. Encontrei algumas coisas da Voodoo Rythm Records como Hipbone Slim.
Nosotros Somos los Muertos
November 14th: my last post. Let's clean the house, with this blog I have been watching for a while: Nosotros Somos los Muertos Lots of surf and garage, sometimes a rockabilly, specially latin bands.
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Saturday, November 14, 2009
GOOD OLD MUSIC - Roy Brown
Mais uma sessão no Surica: Good Old Music. Vou postar todas as minhas recentes garimpadas de mp3 pela internet, só com estilos como Rockabilly (que dúvida!), Psychobilly, Rhythm & Blues, Hillbilly, Country, Cajun, Jazz, Blues, Surf, etc, só a boa música americana de raiz e as influências do velho rock'n'roll.
Bom, a dica pra começar é ROY BROWN - MIGHTY MIGHTY MAN!, baixado pelo Uncle Gil's Rockin' Archives.
Roy Brown foi um dos pioneiros do rock and roll, na época em que ainda era conhecido como apenas como Rhythm & Blues, ou "Race Music", música que os "brancos protestantes tementes a Deus" não escutavam. Roy fez a canção que pode ser considerada um dos primeiros sucessos do rock, Good Rockin'Tonight, que foi depois coverizada até pelo Elvis Presley.
Pra saber mais:
http://en.wikipedia.org/wiki/Roy_Brown_(blues_musician)
http://en.wikipedia.org/wiki/Good_Rocking_Tonight
Bom, a dica pra começar é ROY BROWN - MIGHTY MIGHTY MAN!, baixado pelo Uncle Gil's Rockin' Archives.
Roy Brown foi um dos pioneiros do rock and roll, na época em que ainda era conhecido como apenas como Rhythm & Blues, ou "Race Music", música que os "brancos protestantes tementes a Deus" não escutavam. Roy fez a canção que pode ser considerada um dos primeiros sucessos do rock, Good Rockin'Tonight, que foi depois coverizada até pelo Elvis Presley.
Pra saber mais:
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http://en.wikipedia.org/wiki/Good_Rocking_Tonight
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Thursday, October 01, 2009
SACA SÓ - Tabasco

Eu adoro uma pimenta. Algumas vezes minha sogra faz pizza em casa, e gosto de colocar um pouco da pimenta Tabasco, aquela que vem em uma garrafinha, e que geralmente tem nos galeteiros de restaurante.
Prestando atenção na caixa, vi o site do fabricante, www.tabasco.com, e resolvi entrar pra dar uma olhada. Descobri um site com conteúdo muito legal, sobre a típica cultura do sul dos EUA, da região da Lousiana. Tem uma sessão só sobre a música, falando dos ritmos locais, como Swamp Pop e Cajun, citando coisas como rockabilly e hillbilly. Tem
uma sessão de "aula de dança", ensinando os passos do Cajun, ritmo dos "crioule" (os mestiços de negros e franceses que colonizaram aquela região), além de artes, receitas e outras coisas interessantes.
Sunday, August 09, 2009
ROCK'N'BLOGS - Rafa Hell's, Mutuca e Uncle Gil's
Alguns blogs bem bacanas que andei visitando, com bastante informação e downloads.
Rafa Hell's Blog
Bastante informativo e mp3 pra baixar. Rock'n'roll na veia e fã da Mad.

Hot Club do Mutuca
O bom e velho Mutuca, roqueiro das antigas de Porto Alegre, escreve pro caderno Bah! do Jornal NH de Novo Hamburgo. Esse entende de rock'n'roll.

Uncle Gil's Rock Archives
Good Old Country Music, Hillbilly, Western Swing, Rockabilly, Rock'n Roll, Blues...
Rafa Hell's Blog
Bastante informativo e mp3 pra baixar. Rock'n'roll na veia e fã da Mad.

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Sunday, June 28, 2009
SACA SÓ - It's Deadlicious

Esse blog é muito legal. Muitas afinidades com o surica.
Encontrei uma descrição baseada em interesses de quem manté o blog que diz tudo:
"the cramps, design, low brow stuff, comics, tarantino, geek litterature, men magazines, surf music, pop, psychedelic rock, vintage electronic music, wu tang clan, film music, funk, soul, ska, oï, children music, the ghost rider, garage rock, indie-pop, weird african funk, bossa nova, side shows, georges franju, danger: diabolik, belphegor, the prisoner, space 1999, pinstripping, wild wild west, twilight zone, axe murderers, the avengers, roger corman, outer limits, oz, the sopranos, the shield, cool fanzines, strange cults, exploitation cinema, alan moore, jack kirby, early dub, hells angels, hot rods, kung fu, joe coleman, tattoos, lucha libre, magik, lovecraft, planet of the apes, harleys, dracula, hasil adkins, toys, mario bava, voodoo, booze, georges pal, adidas, elvis, new york city, tikis, biker movies, the smiths, dario argento, scootering, screamin' jay hawkins, timpo toys, the clash, midgets, ufo's, babes'n'guns, theatre of blood, la souris déglinguée, pin ups..."
É tanta coisa, que praticamente gastei todas as tags nesse post. Ah, e só pelo visual lucha-libre dos caras já vale.
http://www.itsdeadlicious.com
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Saturday, June 27, 2009
ZOEIRA - Rockabilly Ranch e Twilight Zone
Mais blogs pra baixar rockabilly e outros clássicos.
O primeiro é o Rockabilly Ranch.

http://rockabillyranch.blogspot.com
E outro, que já havia postado, é o Twilight Zone, que eu achava que havia terminado, mas encontrei em um outro endereço. Acho que o melhor blog de onde já consegui coisas, com rockabilly, R&B, blues, surf, garage e outras coisas primitivas. Junto do Rock is Dead, pra mim, mata a pau.
O primeiro é o Rockabilly Ranch.

http://rockabillyranch.blogspot.com
E outro, que já havia postado, é o Twilight Zone, que eu achava que havia terminado, mas encontrei em um outro endereço. Acho que o melhor blog de onde já consegui coisas, com rockabilly, R&B, blues, surf, garage e outras coisas primitivas. Junto do Rock is Dead, pra mim, mata a pau.
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SACA SÓ - Million Dollar Quartet

Em 4 de dezembro de 56, um encontro descompromissado aconteceu nos estúdios da Sun Records, em Memphis, Tennessee. Assim "por acaso", quatro figuras que entrariam pra história do rock'n'roll se encontraram na "casa do rockabilly", pra dar um alô pro Sam Phillips (o cara que revelou o Rei pro mundo). Elvis, Johnny Cash, Carl Perkins e Jerry Lee Lewis. O resultado foi a gravação de uma jam, que foi chamada de Million Dollar Quartet (é, naquela época um milhão de dólares era dinheiro no showbussines, hoje não levanta nem um topete).
Bom, encontrei esse site, de um musical americano, que reproduz a história desse dia
www.milliondollarquartetlive.com
Achei os caras meio mauricinhos, mas é que não estão só tocando, estão atuando também. Descontem o fator perfomático disso, e parece bem interessante.
Tem uns vídeos no Youtube. Aproveitando a vinda de The Killer ao Brasil ( e a Porto Alegre também , aeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) aqui vai um dos vídeos.
Great Balls of Fire
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Sunday, April 19, 2009
ZOEIRA - Aaaaaaai caramba!!! Mexico Surf!!!
Mais um blog bacana surfmexicomusic blogspot/, e dois clipes que encontrei por lá. Um da banda Los Elasticos (já falei deles uma vez), e outro da The Tormentos.
Los Elasticos - Vaquero
The Tormentos - Il Diavolo in Corpo
Esse é muito exploitation, divertido pra caramba.
Los Elasticos - Vaquero
The Tormentos - Il Diavolo in Corpo
Esse é muito exploitation, divertido pra caramba.
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Monday, April 13, 2009
ZOEIRA - As favoritas dos Cramps

O blog desta rádio, WFMU, disponibilizou uma coletânea das músicas favoritas dos integrantes da banda The Cramps: Lux Interior (que o tinhoso o tenha) e Poison Ivy.
Como diz o blog Papel Continuo, "una recopilación de la música favorita de Lux Interior y Poison Ivy dividida en 11 volúmenes, y con 324 temas de bandas como: 13th floor elevators, Jess Franco, Screamin’ Jay Hawkins, The Trashmen, Andre Williams, Bo Didley, The Dirtbombs, The Stooges y muchísimos más. Una recopilación imprescindible para pasar horas buceando en rock primitivo y pantanoso."
Rock primitivo e pantanoso é muito bom! Tem um pouco de rockabilly, blues, rhythm and blues, surf, garagem sessentista...
Lux and Ivy's Favorites
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Monday, December 15, 2008
Elvis, The Pelvis
Texto trazido do site Digestivo Cultural, escrito por Fábio Deodato (13/7/2006 às 12h45) http://www.digestivocultural.com/blog/post.asp?codigo=931#autor
Se estivesse vivo (há quem diga que ele está), o que Elvis Presley teria a dizer sobre as nossas loiras e morenas do “tchan”, se insinuando em rebolados libidinosos na frente da TV? A “bunda music”, como ficou conhecida essa vertente da axé music, começou a assolar nossos ouvidos há uns 10 anos e causou controvérsias por exibir mulheres semi-nuas dançando para quem quisesse ver, fossem adultos ou crianças. Hoje em dia já perdeu um pouco o fôlego, mas deu lugar aos famigerados grupos cariocas de funk, sucesso também entre baixinhos e grandinhos. A “bunda music” não é uma tendência exclusivamente nacional, pois basta ligar a TV em canais como a MTV para perceber como o corpo das mulheres é exaustivamente explorado na maioria dos clipes estrangeiros produzidos atualmente.
Entretanto, escândalos televisivos são tão antigos quanto a própria história da televisão. Muito antes do advento da “bunda music”, ocorreu um caso famoso que completou exatos 50 anos agora em junho, culturalmente muito mais relevante e de um impacto social muito mais profundo do que as quase pornográficas danças do “tchan” e afins. Sem ao menos mostrar as canelas, vestindo uma calça comprida preta e um paletó branco longo, um tímido rapaz nascido na pequena cidade de Tupelo, Mississipi, causou um rebuliço de proporções muito maiores. Dois pesos, duas medidas, pois os tempos eram outros.
A década de 50 era a época de uma revolução musical que começava a estremecer a profunda segregação racial dos Estados Unidos. Em 1951, um disc jockey chamado Alan Freed deu um nome mais do que apropriado a essa revolução: o rock & roll. Esse termo já era utilizado no blues desde o final da década de 20, pois era uma gíria entre os negros que se referia ao ato sexual. Alan Freed usou esse termo para designar o novo ritmo musical, originado a partir de uma mistura de formas mais aceleradas do blues e do country. Além de botar todo mundo para chacoalhar o esqueleto, o rock & roll começava a abalar as sólidas barreiras sociais entre negros e brancos. Alan Freed sofreu uma perseguição política e judicial e rapidamente entrou em decadência, morrendo na miséria em 1965. Apesar do fim melancólico, sua importância foi devidamente resgatada e hoje em dia ele é reverenciado como um dos grandes pioneiros do rock, apesar de nunca ter sido um músico.
O caminho estava aberto, e através dessas primeiras estradas do rock & roll um ex-caminhoneiro vinha galgando rapidamente os degraus da fama desde 1954, surgindo em 1956 para a América como a grande sensação do novo e contagiante ritmo. Desejado pelas garotas, imitado pelos garotos e odiado pelos pais da garotada, Elvis Presley incendiava platéias por onde passava com sua bela voz, seu carisma de galã e seu inconfundível estilo de dança, inédito até então, considerado indecente para os padrões da conservadora sociedade americana. Esse jeito espontâneo de dançar rendeu a ele o apelido “The Pelvis”, uma referência ao conjunto de ossos que formam nossa cintura, a qual Elvis balançava freneticamente.
As primeiras aparições de Elvis na TV datam de 1955, mas aconteceram em programas de audiência regional e por isso não causaram nenhum grande furor. Em junho de 1956, em sua segunda apresentação no The Milton Berle Show pela rede NBC, Elvis levou ao delírio a platéia de jovens nos estúdios e deixou atônitos pais e mães que assistiam ao programa em casa. Em rede nacional, ele instintivamente colocou toda a energia dos seus 21 anos na performance de "Hound Dog", tocada no início de forma acelerada e dançante, e no final de forma bem lenta, sexy e insinuante.
Foi a gota d’água. Vozes conservadoras vindas da imprensa, de grupos religiosos e da sociedade em geral que já vinham se manifestando contra o rock & roll, aumentaram o tom das críticas ao jovem cantor do Mississipi. Além de trazer a música dos negros aos lares americanos, acusavam-no de ser imoral, um mau exemplo para a juventude e um perigo para as recatadas filhas de família do american way of life.
O movimento anti-Elvis crescia na mesma proporção da fama do rapaz de topete e costeletas que se vestia e dançava de maneira espalhafatosa, culminando com a censura imposta a ele em sua terceira apresentação no programa The Ed Sullivan Show, pela rede CBS em janeiro de 1957, então o programa de televisão de maior audiência nos Estados Unidos. A Censura Federal determinou que Elvis fosse filmado apenas da cintura para cima, para proteger os olhares de milhares de famílias americanas de seus rebolados indecentes. O enquadramento das câmeras persistiu até mesmo quando ele cantou a comportada "Peace in the Valley", um tradicional sucesso gospel. Era uma tentativa de conter o avanço dessa força da natureza chamada Elvis, mas já era tarde demais. Mostrava-se mais como uma censura oportunista porque coincidia com o excelente momento na carreira pela qual o cantor passava, e inútil porque produziu um efeito contrário ao que se esperava, servindo somente para aumentar ainda mais a sua popularidade.
O próprio Ed Sullivan, uma das personalidades mais influentes da TV naquela época, havia dito que jamais traria alguém como Elvis para se apresentar em seu programa, mas se rendeu ao seu poder quando viu os recordes de audiência alcançados pelos programas de seus rivais Milton Berle e Steve Allen, quando o furacão passou por aqueles lados em junho e julho de 1956. Terminada a apresentação, outra maneira que Ed Sullivan encontrou para se redimir foi dirigir-se a Elvis, cumprimentá-lo e dizer a todos na platéia e em casa: “Este é um rapaz decente e bom”. Ao agir desse modo, o astuto Ed Sullivan talvez tenha pensado naquele conhecido lema: “Se você não pode vencê-los, junte-se a eles”.
Neste dia 13 de julho, quando celebramos o dia mundial do rock, devemos nos lembrar de dar um muito obrigado a Alan Freed, Elvis Presley, Ed Sullivan, Sam Phillips, Chuck Berry, Little Richard, Bill Haley, Gene Vincent, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash, Carl Perkins, Buddy Holly, Eddie Cochran, Bo Didley e a tantos outros pioneiros cujos nomes não caberiam aqui. Sem eles, hoje não poderíamos estar curtindo o bom e velho rock & roll.
Se estivesse vivo (há quem diga que ele está), o que Elvis Presley teria a dizer sobre as nossas loiras e morenas do “tchan”, se insinuando em rebolados libidinosos na frente da TV? A “bunda music”, como ficou conhecida essa vertente da axé music, começou a assolar nossos ouvidos há uns 10 anos e causou controvérsias por exibir mulheres semi-nuas dançando para quem quisesse ver, fossem adultos ou crianças. Hoje em dia já perdeu um pouco o fôlego, mas deu lugar aos famigerados grupos cariocas de funk, sucesso também entre baixinhos e grandinhos. A “bunda music” não é uma tendência exclusivamente nacional, pois basta ligar a TV em canais como a MTV para perceber como o corpo das mulheres é exaustivamente explorado na maioria dos clipes estrangeiros produzidos atualmente.
Entretanto, escândalos televisivos são tão antigos quanto a própria história da televisão. Muito antes do advento da “bunda music”, ocorreu um caso famoso que completou exatos 50 anos agora em junho, culturalmente muito mais relevante e de um impacto social muito mais profundo do que as quase pornográficas danças do “tchan” e afins. Sem ao menos mostrar as canelas, vestindo uma calça comprida preta e um paletó branco longo, um tímido rapaz nascido na pequena cidade de Tupelo, Mississipi, causou um rebuliço de proporções muito maiores. Dois pesos, duas medidas, pois os tempos eram outros.
A década de 50 era a época de uma revolução musical que começava a estremecer a profunda segregação racial dos Estados Unidos. Em 1951, um disc jockey chamado Alan Freed deu um nome mais do que apropriado a essa revolução: o rock & roll. Esse termo já era utilizado no blues desde o final da década de 20, pois era uma gíria entre os negros que se referia ao ato sexual. Alan Freed usou esse termo para designar o novo ritmo musical, originado a partir de uma mistura de formas mais aceleradas do blues e do country. Além de botar todo mundo para chacoalhar o esqueleto, o rock & roll começava a abalar as sólidas barreiras sociais entre negros e brancos. Alan Freed sofreu uma perseguição política e judicial e rapidamente entrou em decadência, morrendo na miséria em 1965. Apesar do fim melancólico, sua importância foi devidamente resgatada e hoje em dia ele é reverenciado como um dos grandes pioneiros do rock, apesar de nunca ter sido um músico.
O caminho estava aberto, e através dessas primeiras estradas do rock & roll um ex-caminhoneiro vinha galgando rapidamente os degraus da fama desde 1954, surgindo em 1956 para a América como a grande sensação do novo e contagiante ritmo. Desejado pelas garotas, imitado pelos garotos e odiado pelos pais da garotada, Elvis Presley incendiava platéias por onde passava com sua bela voz, seu carisma de galã e seu inconfundível estilo de dança, inédito até então, considerado indecente para os padrões da conservadora sociedade americana. Esse jeito espontâneo de dançar rendeu a ele o apelido “The Pelvis”, uma referência ao conjunto de ossos que formam nossa cintura, a qual Elvis balançava freneticamente.
As primeiras aparições de Elvis na TV datam de 1955, mas aconteceram em programas de audiência regional e por isso não causaram nenhum grande furor. Em junho de 1956, em sua segunda apresentação no The Milton Berle Show pela rede NBC, Elvis levou ao delírio a platéia de jovens nos estúdios e deixou atônitos pais e mães que assistiam ao programa em casa. Em rede nacional, ele instintivamente colocou toda a energia dos seus 21 anos na performance de "Hound Dog", tocada no início de forma acelerada e dançante, e no final de forma bem lenta, sexy e insinuante.
Foi a gota d’água. Vozes conservadoras vindas da imprensa, de grupos religiosos e da sociedade em geral que já vinham se manifestando contra o rock & roll, aumentaram o tom das críticas ao jovem cantor do Mississipi. Além de trazer a música dos negros aos lares americanos, acusavam-no de ser imoral, um mau exemplo para a juventude e um perigo para as recatadas filhas de família do american way of life.
O movimento anti-Elvis crescia na mesma proporção da fama do rapaz de topete e costeletas que se vestia e dançava de maneira espalhafatosa, culminando com a censura imposta a ele em sua terceira apresentação no programa The Ed Sullivan Show, pela rede CBS em janeiro de 1957, então o programa de televisão de maior audiência nos Estados Unidos. A Censura Federal determinou que Elvis fosse filmado apenas da cintura para cima, para proteger os olhares de milhares de famílias americanas de seus rebolados indecentes. O enquadramento das câmeras persistiu até mesmo quando ele cantou a comportada "Peace in the Valley", um tradicional sucesso gospel. Era uma tentativa de conter o avanço dessa força da natureza chamada Elvis, mas já era tarde demais. Mostrava-se mais como uma censura oportunista porque coincidia com o excelente momento na carreira pela qual o cantor passava, e inútil porque produziu um efeito contrário ao que se esperava, servindo somente para aumentar ainda mais a sua popularidade.
O próprio Ed Sullivan, uma das personalidades mais influentes da TV naquela época, havia dito que jamais traria alguém como Elvis para se apresentar em seu programa, mas se rendeu ao seu poder quando viu os recordes de audiência alcançados pelos programas de seus rivais Milton Berle e Steve Allen, quando o furacão passou por aqueles lados em junho e julho de 1956. Terminada a apresentação, outra maneira que Ed Sullivan encontrou para se redimir foi dirigir-se a Elvis, cumprimentá-lo e dizer a todos na platéia e em casa: “Este é um rapaz decente e bom”. Ao agir desse modo, o astuto Ed Sullivan talvez tenha pensado naquele conhecido lema: “Se você não pode vencê-los, junte-se a eles”.
Neste dia 13 de julho, quando celebramos o dia mundial do rock, devemos nos lembrar de dar um muito obrigado a Alan Freed, Elvis Presley, Ed Sullivan, Sam Phillips, Chuck Berry, Little Richard, Bill Haley, Gene Vincent, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash, Carl Perkins, Buddy Holly, Eddie Cochran, Bo Didley e a tantos outros pioneiros cujos nomes não caberiam aqui. Sem eles, hoje não poderíamos estar curtindo o bom e velho rock & roll.
Wednesday, June 25, 2008
ZOEIRA - Chuck e as mulheres de Porto Alegre
No final do show ele chamou "six ladies", que se transformaram em um batalhão. Algumas totalmente sem noção, quase atrapalhando o cara. Mas, enfim, é a atitude rock'n'roll, mesmo que algumas só queiram ter os seus 15 segundos de fama, com o Chuck atrás na foto como se fosse um ponto turístico. Uma coisa meio "estive em Paris, olha a Torre Eiffel lá atrás".
Ele fugiu pra lá, fugiu pra cá, foi pro fundo e voltou com a mizinha arrebentada, mas seguiu tocando o baile.
O discurso final foi emocionante, me encheu os óio d'água (sério!). Eles adoraram, foi o melhor show do Brasil. E até já deram a entender que querem voltar. No fórum oficial do Chuck já começam os contatos, e o Chuck filho já se manifestou. Será que final do ano ainda? Tomara!!
At the end of the show, Chuck asked for 6 ladies to get up to the stage, 6 ladies that became 20. Even with a torn string, he keeped playing! Of course! It’s Chuck Berry!
The final speech of Chuck Jr made me cry. This show was the best of brazilian tour, and they intend to come back. Some guy from here wrote in official Chuck forum, and got an answer from Chuck Jr. They really enjoyed a lot. All of us!
Come back old man!!!
Ele fugiu pra lá, fugiu pra cá, foi pro fundo e voltou com a mizinha arrebentada, mas seguiu tocando o baile.
O discurso final foi emocionante, me encheu os óio d'água (sério!). Eles adoraram, foi o melhor show do Brasil. E até já deram a entender que querem voltar. No fórum oficial do Chuck já começam os contatos, e o Chuck filho já se manifestou. Será que final do ano ainda? Tomara!!
At the end of the show, Chuck asked for 6 ladies to get up to the stage, 6 ladies that became 20. Even with a torn string, he keeped playing! Of course! It’s Chuck Berry!
The final speech of Chuck Jr made me cry. This show was the best of brazilian tour, and they intend to come back. Some guy from here wrote in official Chuck forum, and got an answer from Chuck Jr. They really enjoyed a lot. All of us!
Come back old man!!!
Monday, June 23, 2008
ZOEIRA - Chuck Berry em Porto Alegre
According to his son, the best show in brazilian tour!!
He loves us!!!
He loves us!!!
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